Mt 7,6.12-14
- Não dêem para os cachorros o que é sagrado, pois eles se virarão contra vocês e os atacarão; não joguem as suas pérolas para os porcos, pois eles as pisarão.
- Façam aos outros o que querem que eles façam a vocês; pois isso é o que querem dizer a Lei de Moisés e os ensinamentos dos Profetas.
- Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho.
Fala-me Jesus de atitudes cristãs que deve assumir qualquer pessoa que é batizada, entre elas, eu. Diz inclusive que não devemos fazer aos outros, o que não queremos que nos façam. Por exemplo: não gosto que me julguem, não gosto que me agridam com palavras, não gosto que me ignorem, que me discriminem, que me façam mal. Nada disso vou fazer a qualquer outra pessoa. Jesus fala de caminho fácil e de caminho difícil.
Os bispos, na V Conferência disseram: "Hoje se considera escolher entre caminhos que conduzem à vida ou caminhos que conduzem à morte (cf. Dt 30.15). Caminhos de morte são os que levam a dilapidar os bens que recebemos de Deus através daqueles que nos precederam na fé. São caminhos que traçam uma cultura sem Deus e sem seus mandamentos ou inclusive contra Deus, animada pelos ídolos do poder, da riqueza e do prazer efêmero, a qual termina sendo uma cultura contra o ser humano e contra o bem dos povos latino-americanos. Os caminhos de vida verdadeira e plena para todos, caminhos de vida eterna, são aqueles abertos pela fé que conduzem à "plenitude de vida que Cristo nos trouxe: com esta vida divina, também se desenvolve em plenitude a existência humana, em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural". Essa é a vida que Deus nos participa por seu amor gratuito, porque "é o amor que dá a vida". Estes caminhos frutificam nos dons de verdade e de amor que nos foram dados em Cristo, na comunhão dos discípulos e missionários do Senhor" (DAp 13).
Ao meditar o evangelho do dia deparei me com Jesus ordenando a fazer para os outros o que desejo que façam a mim. Também não posso fazer para os outros o que não quero que me façam.
O travesti Osmair Miliano Pinto, de 28 anos, conhecido como "Maíra", foi preso na segunda-feira (21), após atacar três funcionárias no interior do Hospital Regional da cidade de Ceilândia (DF), a 25 km de Brasília.
Extremamente irritado com a demora no atendimento de uma colega por ele levado até o hospital, Osmair, portador do vírus HIV, por volta das 13h30, entrou numa salinha, tomou posse de uma seringa, retirou o próprio sangue, saiu gritando pelo corredor e atacou primeiro a enfermeira-chefe na mão esquerda, que tentou segurá-lo.
Veja a situação deste travesti que tirou o próprio sangue contaminado com HIV. Claro que ele não gostaria que fizessem isso com ele. Nunca podemos perguntar como a pessoa pegou o vírus. Seja por uso de ciringas, drogas, transfusão de sangue ou relações sexuais.
No Hemocentro somso questionados quanto a nossa saúde para poder doar sangue. Como pode o travesti deixar-se levar por tamanha fúria. A enfermeira chefe poderia estar demorando para atender a sua amiga. Nenhum motivo poderia levar a tal ato. Injetar sangue contaminado. Que imensa foi a raiva dele. Quanto ódio ao ponto de chegar a injetar sangue. Deixou se levar pela fúria. Poderia chamar rádio, jornalistas para apresentar a dificuldade. Na hora da raiva é difícil segurar. Agora irá responder pelo seu ato.
Rezei na missa as 7h o evangelho que pedia para não desejar o mal para os outros. Nunca que eu iria dar esse exemplo como relacionado ao versículo da Bíblia. Jamais pensaria que pudesse acontecer de alguém injetar seu próprio sangue sabendo que tem aids e desejar que o próximo também tenha aids. Que barbaridade. Inacreditável até que se prove o contrário. E foi provado. A raiva foi mais forte do que a paciência.
Tenhamos paciência no trânsito, na fila de banco, nas lojas de roupas quando tem muita gente comprando. Paciência na fila do supermercado.
Lembro da oração de São Francisco de Assis:
Rezo, a Oração da Paz Senhor,
Fazei-me um instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre,
Fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado,
Pois é dando que recebe,
É perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.
Nenhum comentário:
Postar um comentário